terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mulheres - Complicadas e Perfeitinhas




Texto: Fabio Borges

Todos os anos no dia oito de Março comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”, uma justa homenagem a esse ser tão enigmático e complexo. A mulher é realmente um ser fascinante, tanto que alguns homens desejam profundamente se tornar uma delas.

Apesar de serem feitas de carne e osso assim como nós homens, a mulher mais parece ser uma espécie de “super-herói” com poderes especiais, ela seduz mais e melhor do que nós homens, alias que me perdoem os outros homens, mas sinceramente eu não acredito no “tal poder de sedução masculino”, isso é balela! A mulher é tão inteligente nesse campo quanto sedutora, acredito que para que nós homens não nos sintamos tão inferiorizados elas inventaram essa história de que também podem ser seduzidas. No meu entendimento, sem é lógico ter a pretensão de decifrar o universo feminino, é apenas um palpite, elas escolhem o parceiro, daí dão uma pequena corda para que “ele se enforque”, e depois é só deixar o jogo correr. O sujeito fica lá de blá, blá, blá e as mulheres se fazem de interessadas, mas no fundo mesmo pensam, “porque esse cara não cala a boca e me beija logo”? Mas como eu disse anteriormente, é só um palpite.

Os superpoderes das mulheres vão muito além da simples capacidade de seduzir, sua resistência física é algo inacreditável. Nós homens com todos os nossos músculos e força, caímos de joelhos diante de um ser capaz de suportar dores quase que insuportáveis em seu esforço para gerar outra vida. Para aqueles que nessa hora lembraram-se da cirurgia cesariana e anestesia, saibam que isso não as desmerece em absolutamente nada. Ter a capacidade para suportar tanta dor, e tendo feito isso durante séculos já é o suficiente, não é preciso que elas mostrem seu valor o tempo todo sofrendo, pois isso já foi feito há muito tempo. Os homens mais fortes, quando adoecem ficam frágeis, mimados e sucumbem diante de uma mulher, pois buscamos em seu seio conforto, amor e refúgio.

Durante séculos a mulher foi considerada um ser inferior, mas aos poucos foi conquistando seu espaço, que estou certo está longe de seu apogeu. Precisamos amar nossas mulheres, respeitar seu espaço sem oprimi-las com violência física ou verbal. As mulheres de hoje conseguiram conquistar espaço no cenário político, profissional, cultural e social, mas ainda há muito a ser feito. Quando comecei a escrever pensei em citar nomes que se destacaram no cenário nacional e internacional, falar de grandes mulheres que conquistaram seu espaço abrindo o caminho para outras, mas foi ai que percebi que a verdadeira “grande mulher” não é famosa, não é rica e muitas vezes não é tão bem sucedida profissionalmente. A grande mulher é aquela desconhecida que luta dia a dia para conquistar seu espaço seja na família ou no mercado de trabalho, que alimenta e cuida de seus filhos, que ama, chora e sangra. Esse ser fantástico, que tem uma capacidade quase que inesgotável de amar, proteger e cuidar dos seus como uma verdadeira leoa, toda a mulher deve ser amada e valorizada. Quanto a mim, só me resta dizer obrigado a todas as mulheres do mundo, por serem nossas mães, amigas, esposas e amantes.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Guri De Uruguaiana,
Mais Que Um Simples Personagem, É Defensor Das Tradições E Do Orgulho Gaúcho



Texto: Fabio Borges

No último dia 28, Jair Kobe foi entrevistado por Danilo Gentili no programa “Agora é Tarde” transmitido pela Rede Bandeirantes e Televisão. A entrevista foi muito além do “divertido”, ela foi reveladora.

Sobre o Programa
O programa “Agora é Tarde” vem de destacando desde sua estréia em junho de 2011. Logo na estréia, surgiram críticas afirmando que o programa copiava o formato de “Programa Do Jô”, que alias copiou o programa de David Letterman nos Estados Unidos, uma receita de sucesso, pois Letterman já foi indicado 54 vezes para o prêmio Emmy (um dos mais importantes da televisão), sendo que por nove vezes “levaram o caneco para casa”.

Apesar de o formato ser praticamente o mesmo nos três programas, o Agora é Tarde consegue ser diferente de tudo o que já se viu na televisão, o elenco é inteligente, divertido e se for preciso sabem partir para o improviso com muita propriedade e sarcasmo, mas em 95% dos casos, tudo é muito bem planejado, com a intenção de fazer com que o telespectador acredite que é improviso. Algo que me chama atenção de forma positiva (apesar de aparentar não ser) são os conflitos internos no elenco, pequenas provocações que já geraram muita polêmica. O que poucos sabem é que essas brigas são “simuladas” pelo elenco, que acha isso a maior diversão, pois aproveitam as deixas para “sacanear” os colegas durante essas simulações, que na maioria surgem de improviso. Podemos dizer que nesse caso “a desunião faz a força”.

O Guri Na Band Tchê!

Uma das principais características do Agora é Tarde, é o fato de terem apenas um convidado especial por programa, no dia 29/11 foi o nosso “Guri de Uruguaiana”. Jair Kobe surpreendeu logo na entrada, ao invés da já tradicional “pilcha gaúcha”, o Guri de Uruguaiana surgiu todo “enfatiotado”! Parecia até que nosso Guri iria se casar novamente. Mas isso foi só no começo da entrevista, logo o humorista falou ao entrevistador. – Mas bah Tchê! Essa fatiota ta meio desconfortável, to acostumado é com a minha pilcha -! Ao que pediu uma música para a banda Ultraje a Rigor, daquele tipo se toca em strip-tease e simulou o mesmo, tirando a fatiota e expondo seu traje característico, com sua mala de garupa e tudo mais que tem direito. Claro que essa brincadeira foi preparada com antecedência pelo nosso Guri, o traje tinha ajustes especiais (do tipo usado por stripers masculinos) que possibilitava tirar a roupa de modo muito facil.

Muito simpático, o apresentador Danilo Gentili pediu para conhecer o homem por traz do personagem, o Guri é lógico não perdeu a piada. – Mas que história é essa de homem por traz de mim?! Não tenho essas coisas não tchê!

Jair Kobe apresentou suas famosas versões do Canto alegretense, inclusive finalizando o programa cantando com a banda Ultraje a Rigor, no ritmo de “Inútil” o canto alegretense. Como o artista generoso que é, não abriu mão de apresentar o seu coadjuvante, Licurgo, o “gaúcho emo”. Que teve seu espaço garantido ao lado da estrela, o Guri de Uruguaiana.

A Grande Revelação – Em Defesa Do Bom Nome No Guri De Uruguaiana

Durante a entrevista o humorista fez uma revelação surpreendente. Ao ser perguntado se no passado houvera convites de outras emissoras para o personagem, Jair Kobe fez uma revelação. – Na verdade, fui convidado para participar da nova versão do Zorra Total, mesmo antes da sua estréia, quando os quadros passariam a ser gravados em um outro formato, o Metrô Zorra Brasil. Só que a idéia que me foi apresentada, “batia no mesmo estereótipo” de sempre, o gaúcho gay. Me personagem o Guri De Uruguaiana, tem uma identidade muito forte, eu não poderia aceitar uma mudança tão radical, o Guri não poderia decepcionar os seus fãs -. Concluiu Jair Kobe.

Entrevista Exclusiva

Jair Kobe revelou com exclusividade para nosso jornal os bastidores dessas negociações, e o porquê de realmente não ter aceitado o convite da Rede Globo.
Jair Kobe - Tudo começou em Abril do ano passado, quando o diretor do programa, Maurício Sherman chamou-me para conversar nos estúdios da Rede Globo no RJ, fui para lá com todas as despesas custeadas pela emissora. A princípio o novo formado do “Zorra” estrearia em junho ou julho de 2011, o diretor disse ter planos para que o personagem participasse do elenco, mas que teria de mudar de nome, o que a princípio já era um obstáculo. Poucas semanas depois fui novamente chamado para outra reunião, eles queriam gravar o piloto comigo, mas a direção não havia apresentado os textos, então aproveitando que estava reunido com toda cúpula do programa, indaguei-os sobre o perfil do personagem. A direção me informou que o personagem abordaria sim esse tema, com piadas maliciosas e conotação homossexual em todos os quadros. 

Mesmo a emissora oferecendo uma grande visibilidade para mim como artista, obriguei-me a recusá-la. Essas piadas já estão “pra lá de manjadas”, querem um gaúcho Veado? Peguem um carioca e vistam de gaúcho, vai ser a mesma coisa, o guri de Uruguaiana tem uma identidade e hoje posse afirmar que ele é maior do eu mesmo, ele tem um perfil, uma personalidade, mudar esse contexto seria uma traição não apenas a mim mesmo, mas a todo o povo gaúcho que aprendeu a gostar do Guri assim, do jeito que ele é. Além de que em minha opinião, o Zorra Total é um programa familiar e esse tipo de piada de mau gosto, não se enquadra no perfil do programa, lembrem-se de que somos um povo forte e orgulhoso de suas origens e tradições, e gaúchos não existem apenas no rio Grande do Sul, estamos em todos os lugares inclusive aqui no Rio, vocês tem certeza de que realmente querem abordar esse tema. Quando eu fiz essa pergunta, eu já sabia por fonte segura, que eles já haviam gravado o quadro com um ator carioca exatamente nesse contexto, mas o que realmente queriam era usar o Guri nesse quadro. Logo que o programa estreou, fiquei esperando para ver o tal personagem “afrescalhado”, mas felizmente, minhas explanações parecem terem surtido efeito, pois o tal piloto nunca foi ao ar -. Declarou o humorista

Jair Kobe mostrou-se muito mais do que um profissional, ele provou ser um idealista, que respeita o seu público acima de qualquer coisa, deixamos aqui os nossos parabéns a esse grande artista que já faz parte da história de nosso estado.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012


A Partida De Um Grande Amigo
                                                                                                                                                  Texto: Fabio Borges



Felipe Costa (32), natural de Porto Alegre, morador do Jardim Atlântico em Cachoeirinha, popularmente conhecido como “Felipão da Galera”, faleceu em uma terça-feira (20) às 14hs atingido por um infarto fulminante. Divorciado, Felipão deixa dois filhos, Bruno (11) e Bruna (8).
O Velório aconteceu no ultimo dia 21 no Cemitério São Vicente em Canoas. Seu corpo foi Cremado no Crematório Metropolitano de São Leopoldo.
Para quem não conhecia, Felipão era uma pessoa muito querida em Cachoeirinha e Gravataí. Foi comunicador na Rádio Metrópole, e em diversas rádios da região metropolitana.  Em seus últimos dias, Felipão fazia de tudo um pouco, era comunicador em rádios, fazia locução no comércio e em eventos para empresas.
Poucas são as pessoas que podem afirmar que conquistaram uma legião de amigos, Felipão era uma delas. Um sujeito bonachão, simpático e divertido que até onde se sabe, não tinha inimigos, pelo contrario, dificilmente se conhecia alguém que não gostasse dele. Conhecido no meio comercial, artístico e social, o “gordinho” era a simpatia em pessoa, seu leque de amizades impressionava até aos mais íntimos, pois nosso amigo, não tinha regras, não seguia padrões, seguia apenas sua intuição e seu próprio coração, quando gostava de alguém, não conseguia esconder seus sentimentos, tratava seus amigos como se fossem membros de sua própria família.
Sua morte abalou a sociedade de Cachoeirinha, muitas pessoas se mobilizaram nas redes sociais, prestando cada um a sua maneira, à última homenagem para o amigo. Nossa redação recebeu dezenas de fotos, e homenagens ao nosso amigo, desde já, agradecemos a todas as manifestações. E lamentamos não ter espaço para publicar todas elas.
Felipão participou de dezenas de Gravações nos quadros de TV do ex-apresentador e atual Dep. Estadual, Paulo Borges, em seus quadros de humor, desde o tempo em que o apresentador trabalhava na RBS TV, até o final de seu quadro humorístico na TV Pampa. Nesse meio tempo, conheceu dezenas de artistas, que também ficaram sensibilizados com a partida de Felipão. O Dep. Paulo Borges, falou com exclusividade para o nosso Jornal, declarando o seguinte. – Não consigo acreditar que o Felipão partiu, aquele sujeito era pura alegria, deixo aqui minha sincera homenagem para o amigo, e meus pesamos aos seus familiares -. Declarou o deputado. 
O humorista Ayala, popularmente conhecido como “Ariska Mel” também falou com exclusividade com nossa redação declarando. – Lamento muito mesmo o falecimento de Felipão, nunca esquecerei aquele sorriso -. 
O Renomado Mágico da Globo, Kronnus o Mago, e a cantora Nalanda, também enviaram suas homenagens a Felipão.

_ Fiquei surpreso ao saber pelas redes sociais do falecimento do amigo, Felipão era um grande sujeito. Eu o estimava muito -. Decalrou Kronnus.

- Felipão era muito legal e divertido, eu conheci sua família e sempre fui bem recebida por todos, lamento muito a perda do amigo -. Declarou a cantora ao nosso jornal

O irmão de Felipão, Luciano Costa que é músico, prestou a ultima homenagem ao irmão no Areana Bowlling Bar em Gravataí, em um show dedicado ao irmão.
“Felipão partiu, mas sua lembrança prevalecerá para sempre em nossos corações, vá em paz meu irmão de coração”.  F.B


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Música De Verdade Que Toca Nossos Corações




Texto: Fabio Borges

A música da qual estou falando, não pode ser ouvida sem que seu coração esteja aberto, e sua atenção possa estar totalmente voltada para entender a genialidade e a humanidade dessa letra. Da mesma forma foi à maneira com que escolhi para falar dessa composição, enquanto digitava, ouvia repetidamente a música, que como mágica, abriu os horizontes de minha mente e de meu coração.

Daniel Lemos, (autor e interprete da música) e sua família durante muito tempo sofreram ao conviver com uma doença que infelizmente não têm cura e atinge muitas pessoas no mundo todo. Falo do Mal de Alzheimer, uma forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade avançada. Até hoje não existe cura para a doença, apenas tratamento.

Mesmo eu tendo conhecido o pai de Daniel e durante certo tempo ter tido o privilégio de conviver com sua família, eu não podia dimensionar o tamanho do sofrimento que lhes era imposto, e que a cada dia se agravava ainda mais devido aos avanços da doença.
Em seus últimos dias de vida, ele estava internado em uma clinica, pois sua doença atingirá um nível que tornava impossível a convivência social com os membros de sua própria família. Logo ele faleceu...

Três meses antes do falecimento de seu pai, Daniel Lemos compôs “Tão Só” uma música que até hoje, quando a ouço, toca meu coração e minha alma, trazendo a tona sentimentos tão profundos que raramente vem à tona, devido à empatia que a música nos envolve. Além da bela melodia, a letra nos faz ouvintes, entendermos um pouco dos reflexos desse mal e o verdadeiro impacto que essas mudanças causam dentro da família quando se têm uma pessoa portadora dessa doença entre nós. Ele tocou a música no velório de seu pai, a comoção uniu a todos em torno da mesma dor...

Mesmo com todo sofrimento, Daniel Lemos foi capaz de compor essa música que em minha opinião é atemporal. Ao mesmo tempo em que nos entristece, ela nos faz mais humanos, faz com que nos lembremos de nossa fragilidade e pequenez diante de um universo tão vasto.

Quem quiser ouvir a musica “Tão Só” de Daniel Lemos?

Clique no link abaixo


Sobre a doença
O risco é mais alto em pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências. Estudo conduzido na Suécia entre 65 pares de irmãos gêmeos mostrou que quando um deles apresentava Alzheimer, o irmão gêmeo idêntico era atingido pela doença em 67% dos casos; o gêmeo diferente, em 22%. A doença atinge 5 a cada 100 idosos com mais de 70 anos.
O declínio das funções cognitivas é caracterizado pela dificuldade progressiva em reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos, fazer cálculos numéricos e julgamentos de valor, manter-se alerta, expressar-se na linguagem adequada, manter a motivação e outras capacidades superiores.
Perder funções não cognitivas significa apresentar distúrbios de comportamento que vão da apatia ao isolamento e à agressividade.






 Abaixo Daniel Lemos:


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Amigos De Bar, Homem vs Boteco





Texto: Fabio Borges


"Essa é uma singela homenagem a dois grandes amigos de Bar que serviram de inspiração para essa crônica, Moisés e Pedro. Eles foram grandes parceiros na época do Point do Xis de Cachoeirinha. O bar fechou, só nos restou mudar de endereço"


Existe um tipo de amigo que é impagável, lógico que sem desmerecer os verdadeiros amigos, aqueles que estão do nosso lado tanto nas horas boas como nas ruins.

Falo do “amigo de bar”, esse amigo em especial, faz parte dos bons momentos de nossas vidas. É um sujeito que não te pede dinheiro emprestado, não faz críticas negativas a sua pessoa, enfim, não se mete em sua vida pessoal.


Esse amigo, acaba virando o seu melhor companheiro na hora do happy hour, vocês falam de mulheres, futebol, cerveja e em alguns casos de outros tipos de bebida.


Não existe um parâmetro que possa ser usado para comparar o amigo de verdade e o amigo de bar, ambos são importantes em nossas vidas, temos espaço para todos em nossos corações. Em muitos casos, o amigo de verdade também é o seu amigo de bar, mas para que isso aconteça, deve-se seguir algumas regras.


01 - Se eu pagar a conta hoje, você paga amanhã. 02 – Na fale de negócios enquanto estamos bebendo. 03 – Não se aproveite de minha vulnerabilidade (embriagues) para me pedir favores pessoas que não tenham a ver bar. 04 – Não vá ao bar sem me convidar. 5- (Essa é para as mulheres amigas de bar) Não deixe de me contar uma fofoca. 6 - Caso você reconheça alguém no bar que seja “uma mala”, por favor, não o convide para sentar em nossa mesa.


O mais interessante dessa história na relação homem x boteco, é a incompreensão do sexo feminino em relação a esse ritual “quase sagrado para os cuecas de plantão”.

Em alguns casos as esposas e namoradas ficam furiosas quando deixamos de estar em sua companhia para ir ao bar. Elas acreditam que tudo não-passa de uma desculpa para que o homem possa dar uma “escapadinha” e encontrar outras mulheres. Qual homem já não passou por essa experiência? A mulher lhe liga você atende e diz que esta no bar com os amigos, (e é verdade) e ela grita com você, quando escuta uma vós feminina ao fundo (geralmente de uma mesa próxima) dispara a perguntar “quem é essa vagabunda!”.


Entrevistamos os amigos, Junior Mello (30) Juliano Kanits (20) Anderson Dias (26) Fabiano Fontoura (29) Márcio Chagas (32) Marcelo Oliveira, que costuma se reunir todas as quartas nas quadras do MCM em Cachoeirinha.


Eu iria entrevistar as mulheres e saber como é a relação das amigas de bar, mas elas ao saberem que a matéria sairia junto com a dos homens, se recusaram a ceder entrevista. Depois dessa, não me restou alternativa além de atender as exigências da mulherada. Aguardem semana que vem teremos o depoimento das mulheres.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Insustentável Leveza Do Ser




A insustentável leveza do ser
Texto: Fabio Borges


Esse é o título de um livro (ótimo por sinal) que narra os amores e desamores de quatro pessoas, abordando de maneira sutil e inteligente a campos filosóficos que enredam os personagens. O Livro que teve sua versão adaptada para o cinema hollywoodiano e foi escrito originalmente pelo escritor Checo Milan Kundera.
Usei o título desse livro justamente por tratar de um assunto tão complexo, o ser humano. Quão complicados somos nós, donos do mundo, seres pensantes que crêem serem muitas vezes indestrutíveis.

Somos tão frágeis, mas só nos damos contas disso quanto nossas fraquezas ficam expostas, quando por uma fatalidade do destino perdemos uma perna, um braço ou alguém que amamos. Nesses momentos de dor e que temos noção de nossa pequenez diante de um universo vasto.

Percebo hoje que à verdadeira riqueza de um homem está dentro dele mesmo. Por que buscamos por coisas e experiências que muitas vezes estão além de nossas condições físicas ou financeiras? Por que somos tão complicados, o que realmente nos faz falta, amor, diversão, religião? Talvez tudo, ou quem sabe nada disso. O que nos falta pode ser encontrado dentro de nós mesmos, se acredita que lhe falta Deus, busque por ele, se crês que é outra coisa, lute por ela, mas não cruze os braços, não perca seu tempo filosofando ou reclamando de como a vida é dura ou injusta com você.

Eu sempre acreditei no ser humano, e com toda minha bagagem e experiência que adquiri ao longo dos anos, conhecendo outros costumes e culturas, achava estar pronto, mas sempre descubro que não estou, pois às vezes sou incapaz de perceber a verdadeira maldade que paira no fundo da alma e dos corações de alguns seres humanos. 

Conheci pessoas que certamente, se fossem expostas se afogariam em seu próprio mar de ignorância, mas conhecer pessoas boçais não é meu privilégio todos nós já enfrentamos ou  nos obrigamos a falar com um boçal de vez em quando, alguns tem de fazer isso diariamente. Muitos seres ignóbeis e ignorantes pairam sobre a terra, mais o pior tipo são aqueles que ficam escondidos, sorrateiros, fingindo serem seus amigos ou de estarem interessados no que você tem a dizer, mas no fundo estão apenas espreitando o momento certo para dar o bote e consumir sua alma. Por isso é bom não nos expormos demais a estranhos. Às vezes você é mais respeitado pela sua arrogância do que por sua simplicidade, isso serve para todos nós que devemos tentar aprender todos os dias como lidar com todas as situações adversas a que somos expostos.


DEPOIS DOS 40 SÓ A MÃE AGÜENTA






Texto: Fabio Borges

Prefácio

É dito pela sabedoria popular que nós homens, passamos por diversas fases “animais”, a idade da águia, lobo, Condor e outros bichos que no momento não me veem a mente. A dissertação de tais fases é de conhecimento popular, por isso não creio ser necessário descrevê-las aqui nesse texto.

Mas tem certa fase, que apesar de bem comum, não é de notoriedade pública, por isso decidi compartilhá-la com vocês nesse espaço que me foi cedido.

Alguns homens, mesmo depois de maduros, muitos deles com filhos, quando se separam das esposas, ou “amigadas”, muitas vezes retornam ao seu lar de origem, voltando a morar com seus pais. Também tem aqueles que estão passando por dificuldades financeiras e precisam fazer o mesmo, enfim há vários motivos que podem nos estimular ou obrigar a voltar a morar com nossos pais. Eu que vos escrevo, pertenço a uma geração que estatisticamente tem muitos casos de casais divorciados. Por isso, a maioria dos homens que se separam, ou tem outros tipos de problemas, quando retornam ao lar, voltam para aos braços da mãe, como é o meu caso que pertenço a um dos perfis descritos a cima.


Conflitos e dilemas

Existem algumas peculiaridades nesse relacionamento entre mãe e filho que me chamam a atenção, características do cotidiano que de certa forma são inerentes a essa relação, falo do dia a dia, da convivência, que apesar de fraterna, passa por dificuldades muitas delas, engraçadas.

É de conhecimento geral que nós homens, temos dificuldade em nos concentrar em mais de uma coisa ao mesmo tempo, apesar das mulheres saberem dessa nossa franqueza, elas teimam em insistir no fato.
Estava eu dias passados assistindo ao jogo de meu time do coração, quando minha mãe chamou-me a atenção e começou a falar comigo (como ambos temos nossas ocupações, nossa oportunidade de conversar é melhor no fim de semana) sobre seu trabalho, família, saúde, igreja etc. Enfim tudo que uma mãe costuma conversar com seu filho. Apesar de estar concentrado no jogo, e nada a fim de ter aquela conversa, prestei atenção ao que ela estava falando, quer dizer, mais ou menos, eu olhava para ela, mas meus ouvidos estavam totalmente concentrados no jogo.




Cinco minutos depois, ela parou e voltou a fazer o almoço, então, novamente concentrei-me no jogo. Dois minutos depois, ela voltou a me abordar, dessa vez, eu tirei o volume da televisão, só para ver se eu dando-lhe uma maior atenção ela encerrava logo o assunto. Felizmente a conversa foi mais curta, ou melhor, dizendo, o monologo. Só que, passados trinta segundos ela começou de novo. Pensei cá com meus botões, puxa vida, será que não dava pra falar tudo de uma só vez?!

A fim de demonstrar que eu queria ver o jogo, e ao mesmo tempo não ser indelicado com ela, eu resolvi mudar de estratégia, tomei uma atitude mais drástica, desliguei a televisão, daí ela me disse, - Filho, e o seu jogo? Você não estava louco para velo? – Sim mãe, mas vou esperar você terminar de falar primeiro -. Fiz isso achando que dando essa atenção especial, eu iria me livrar dela, ou que ela sensibiliza-se e me deixasse em paz. Nossa! Que arrependimento, foi-se quase todo o primeiro tempo enquanto ela alegremente falava comigo.

Iniciado o segundo tempo, eu estava certo de que agora, nada poderia me atrapalhar. Desliguei o celular, deitei no sofá da sala, e peguei uma latinha de cerveja “bem geladinha”, tudo pronto para jogão! Mas que doce e curta ilusão eu tive, nem dez minutos se passara e ela começou tudo de novo. Diante de tal circunstância não me restara outra saída, fui obrigado a dizer a ela que estava a atrapalhar meu jogo, triste, ela me olhou e disse. - Mas meu filho, você não consegue ver o jogo e conversar comigo ao mesmo tempo -? Nesse momento, tentei explicar a ela, porque isso não era possível,e a bola rolando!

Tentativa de conciliação

 – Mãe, eu sei que para você, melhor dizendo, para vocês mulheres, isso é muito fácil, vocês conseguem cozinhar, falar ao telefone, assistir a novela e ainda ficar de olho nas crianças, tudo isso ao mesmo tempo sem perder o foco e os detalhes desses acontecimentos, mas nós homens não temos essa capacidade, salvo algumas raras exceções -. Por quê? Perguntou ela. Expliquei a ela que isso faz parte da antropologia, desde os primórdios da humanidade.

Então falei. - Segundo estudos dos antropólogos, nos tempos das cavernas os homens tinham a obrigação de sair para caçar para garantir o alimento de suas famílias. Caçar naquela época não era uma tarefa fácil.  Os animais eram muito selvagens e de grande porte, e davam muito trabalho aos nossos antepassados. Era preciso espreitar a presa com muito cuidado para não perder a caça, por isso, silencio e concentração eram fundamentais. O caçador ficava durante horas camuflado silêncio absoluto  espreitando a sua presa.

Já as mulheres dessa época, cuidavam das crianças, cozinhavam, limpavam suas casas, lavavam roupa, conversavam com as amigas e vizinhas e cultivavam as lavouras. Tantas tarefas tornaram as mulheres, hábeis em realizar multitarefa, e administrá-las sem a menor dificuldade. Esse dom foi sendo passado de geração em geração. Lógico que ao longo dos séculos, muitas coisas mudaram, mas nossa essência e instinto animal ainda prevalecem em nossas mentes -. Dito tudo isso, o jogo acabou.

Conclusão

“Morar com a mãe é como ser casado, só que sem o sexo”.

Atrevida



Quem és tu, mulher atrevida
Invadiste minha vida
Estou eu, quieto em meu canto
E você com seu encanto
Surge assim, tão de repente
Em teus olhos fogo ardente, envolvente sedutor
Em teus lábios, sedução... Que entorpece minha mente
Em teus braços, vejo correntes, que me amarram simplesmente
E meu coração latente, apaixonado consente
Em teu corpo, um desejo por um beijo, um abraço
E mesmo que eu fique em pedaços, em teus braços que eu repouso...
Fabio L Borges