Fabio Borges
Você já se
pegou suspirando alguma vez em sua vida? Claro que sim, na verdade essa foi uma
pergunta retórica. Suspirar rima com respirar, e de certa forma, faz sentido,
pois não suspirar é quase impossível, seria como não mais respirar, não sentir,
não amar ou se emocionar. Suspirar é estar vivo até o último suspiro.
E quantas
coisas nessa vida te causam suspiros? Já parou para pensar nisso... Uma música
que traz doces lembranças, um coração partido, uma saudade ou simplesmente o cansaço
de um longo dia de trabalho. Um amor... Um momento de ternura e às vezes uma
tristeza... Só sei que sempre que paro refletir, por vezes me pego suspirando,
o interessante no suspiro, é que como outras demonstrações de emoção ele é
universal, não é algo cultural e sim inerente ao ser humano.
Talvez a essa
altura do texto você já esteja suspirando, só que de “tédio” (outra coisa que
causa o suspiro), pois deves estar pensando, - Porque esse sujeito esta fazendo
uma dissertação sobre o suspiro -? Para responder a essa pergunta, eu suspiro,
faço uma pequena pausa e digo... Não sei... Talvez porque antes de começar e
escrever sobre isso, “me peguei” suspirando de saudade de uma mulher muito
especial. Falamos de tantas coisas, de repente me ocorreu que essa forma de
comunicação do corpo não é tão exaltada como outras, e tão pouco falada, o que
na verdade é uma injustiça, porque segundo pesquisadores da universidade de
Leuven, na Bélgica, o suspiro é como uma espécie de reinicio físico-mental com
um benéfico prático.
Eles descobriram que antes do suspiro o padrão de respiração mudava em
velocidade e profundidade. Também foi constado que passar muito tempo
respirando da mesma forma diminui a eficiência da respiração. Suspirar provoca
uma mudança no padrão. Porém, o portal especializado Psychology Today explica
que o suspiro pode ter dois significados. Suspirar acalma, mas pode ser um
sinal de tristeza ou frustração. Mas particularmente eu discordo dessa tese,
porque como citei no inicio desse texto suspirar também expressa outros
sentimentos, muitos deles agradáveis. Então concluindo, não creio que seja uma
coisa ruim, muito pelo contrário, segundo os cientistas Belgas.
Bem... Com essa, sinto-me bem mais a
vontade para pensar em meu amor e suspirar profundamente enquanto lembro-me de
todos os bons momentos que passamos juntos... Suspire agora a você que faça o
mesmo também. E se o puder fazer, saiba que é porque também estás vivo...