sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Eterno "a mar"




Fabio Borges

O Sol ainda não nasceu e estou ansioso para rever minha amada...
Ela dança na beira praia, posso ouvir seu chamado da varanda de minha casa
enquanto me preparo para o encontro, ele se veste adornando seu pescoço com um lindo colar de espumas brancas combinando com seu vestido azul...

Frio ou calor, não importa, ela esta sempre pronta para me receber
Chegou a hora, dançamos juntos e vou deslizando pelo seu lindo corpo em um êxtase de felicidade quase que indescritível.

Ela reage, algumas vezes com violência, nunca apática, mas normalmente nos entendemos e compartilhamos da mas linda simbiose desse planeta, algo que é difícil descrever com palavras, não posso mais viver sem ela...

Ainda sinto saudades de você, não tenho mais a mesma juventude nem vigor para te acompanhar, mas creio que estou condenado a te amar para sempre, feliz daqueles que ainda podem desfrutar do teu amor...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Mães, amor e ódio

                                                                Mães, amor e ódio



É tão difícil encontrar palavras que possam descrever o amor de uma mãe, tanto o que elas sentem por nós, como o que nós sentimos por elas. Nosso instinto mais primitivo sempre nos remete aos braços de nossas mães, pois são nos momentos mais tristes ou fragilizados que a lembrança desse amor vem à tona em toda sua essência. Dor, medo, alegria, felicidade ou amor, tanto faz, quanto mais forte o sentimento, mais se faz presente o amor de nossas mães.
Todos nós sabemos que essa é uma relação muito mais complexa do que aparenta, ela é forjada em um caldeirão flamejante cheio de ingredientes contraditórios, amor não se constrói apenas com amor, é preciso ficar magoado, às vezes até mesmo odiar, mesmo que por um instante, sentir vergonha, medo, dor, raiva, alegrias e tristezas...É preciso conhecer o lado mais cruel e também o mais benevolente um do outro. Responda quem conseguiria suportar a esse turbilhão de emoções? Eu lhe digo, a sua mãe, só ela é capaz de lhe despertar tantas emoções que gradualmente vão sendo absorvidas em nossos corações ementes, até que finalmente estejamos fortes e maduros o suficiente para encarar a vida de frente, até que entendamos o verdadeiro significado do amor de uma mãe. Obrigado e parabéns a todos as mães do Brasil, parabéns para você, minha mãe.
Fabio Borges

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A tecnologia e seus improváveis profetas


Fabio Borges


Estava eu olhando fotos de lugares maravilhosos por essa incrível janela chamada internet, até me deu vontade de viajar, ter uma “maquina de teletransporte como essas dos filmes de ficção científica para ir rapidamente a todos esses locais. É estranho, mas já fui um dos que se surpreenderam quando viram pela primeira vez uma imagem colorida na televisão, ainda lembro-me da velha TV “preto e branco” da sala de minha casa, alias, da sala disse eu? Ter um único aparelho de TV naquela época (início dos anos 70) já era um grande privilegio. Mas voltando ao assunto, ainda lembro-me da primeira imagem que vi na TV em PB, era um jogo da seleção brasileira onde jogava Pelé, creio que eu deveria ter 3 ou 4 anos de idade no máximo, mas lembro-me perfeitamente como se fosse hoje do fascínio que aquela imagem exerceu sobre mim, e de ter sido a primeira vez que eu ouvi falar do Rei do futebol.
Apesar dessas belas e fantásticas imagens dos dias de hoje geradas por computadores, tablets e smartphones, por mais incríveis e perfeitas que sejam, parecem não causar tanto fascínio na nova geração quanto a que a boa e velha TV de minha infância causou. Por mais fantástica que seja a tecnologia, principalmente com seus recentes avanços, ela parece não estar surtindo o mesmo efeito nos jovens de hoje do que nos causava nos passado, creio que nós seres humanos estamos nos acostumando com os constantes avanços tecnológicos que proporcionam a cada dia mais conforto se incrustando cada vez mais em nosso cotidiano.
O mais estranho disso tudo, é que grandes e improváveis profetas de nossa literatura já previam isso, como nas fantásticas histórias de Júlio Verne antecedendo desde a viagem a lua, (essa até hoje contestada por muitos) até ha primeira viagem submarina com o intrépido capitão Nemo em seu fantástico submarino Nautilus em “Vinte mil léguas submarinas”.
Outros mais contemporâneos também se manifestaram através de sua arte ou literatura, cada um prevendo o futuro de sua maneira. Lembro-me, por exemplo, ainda nos anos 70 de um episódio do desenho “Os jetsons” (desenho que mostrava o cotidiano de uma família em uma era futurística espacial) em que a esposa e mãe ha Srª Jetson, mostrava sinais de estresse (não época eram raríssimos os casos da vida real) por estar trabalhando demais em casa, motivo? Ela apertava muitos botões diariamente, e essa era a causa das dores nos dedos e do estresse. O estresse ocorre em grande escala nos dias de hoje, parece que os autores das histórias narradas no desenho haviam previsto isso. Na vida real, mais precisamente nos anos 90, também tivemos algo similar ao da Srª Jetson, no caso dos dedos exaustos, modernamente chamada de L.E.R (lesão por esforço repetitivo) com os “digitadores”, mas creio que essa profissão acabou (a L.E.R não) se extinguiu, afinal de contas nos dias de hoje todos somos “digitadores”.
Pessoalmente o que mais me impressionou, talvez por ter vivido isso em cada etapa, foi o capitão Kirk do seriado Star Trek (No Brasil Jornada nas estrelas), isso já no primeiro episódio que assisti, pois há mais de 30 anos no passado, ele já usava um intercomunicador para falar com sua nave, muito parecido com aparelho celular do tipo flip, muito usado no inicio do século 21 (século 21? Eu escrevi isso mesmo?).

Mais recentemente fui surpreendido por outro tipo de previsão, essa, apesar de ter sido apresentada em um desenho animado, por sinal é uma bela e divertida história, me pareceu um pouco aterradora. Foi no desenho “Wall-E” que conta a história de um intrépido robosinho criado no ano 2100 para limpar a terra coberta por lixo em um futuro distante. Ele se apaixona por outro robô chamado EVA, e a segue para o espaço em uma aventura que irá mudar seu destino e o destino da humanidade. Nessa história, a terra está desabitada e toda a vida humana que resta migrou para o espaço e se encontra a bordo de uma espaçonave a mais de 700 anos. O problema é que com todos os avanços tecnológicos, os seres humanos passaram a ser extremamente ociosos, e diminuíram suas relações interpessoais, as maquinas faziam praticamente tudo por eles, os que os deixou relapsos, preguiçosos e totalmente dependentes da tecnologia das maquinas. Será que esse será nosso futuro? Bem... Foram tantas as divagações sobre esse tema nesse texto que quase que me esqueci do porque de escrevê-lo. Creio sinceramente que muito pouca coisa ou quase nada em se tratando de avanço da tecnologia, pode impressionar ou surpreender essa nova geração. Só torço para que eles não se afastem de sua verdadeira essência, e que toda essa tecnologia não nos afaste de nossa humanidade, mesmo com todos os seus defeitos, somos o que somos... Por melhor que sejam as próximas gerações, sempre precisaremos de um amigo, um abraço, um carinho, de nossa indulgencia e magnificência, principalmente do amor... As consequências dessas perdas não estão previstas em nenhum livro, conto ou filme. Então, esqueçam um pouco de toda essa tecnologia, e de vez em quando, pode ser até agora, nesse momento, largue esses teclados! E pare para dar um abraço ou um beijo em quem você ama. É isso que ainda nos faz humanos...

Foto: Intercomunicador Cap. Kirk

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Suspiros...



Fabio Borges
Você já se pegou suspirando alguma vez em sua vida? Claro que sim, na verdade essa foi uma pergunta retórica. Suspirar rima com respirar, e de certa forma, faz sentido, pois não suspirar é quase impossível, seria como não mais respirar, não sentir, não amar ou se emocionar. Suspirar é estar vivo até o último suspiro.
E quantas coisas nessa vida te causam suspiros? Já parou para pensar nisso... Uma música que traz doces lembranças, um coração partido, uma saudade ou simplesmente o cansaço de um longo dia de trabalho. Um amor... Um momento de ternura e às vezes uma tristeza... Só sei que sempre que paro refletir, por vezes me pego suspirando, o interessante no suspiro, é que como outras demonstrações de emoção ele é universal, não é algo cultural e sim inerente ao ser humano.
Talvez a essa altura do texto você já esteja suspirando, só que de “tédio” (outra coisa que causa o suspiro), pois deves estar pensando, - Porque esse sujeito esta fazendo uma dissertação sobre o suspiro -? Para responder a essa pergunta, eu suspiro, faço uma pequena pausa e digo... Não sei... Talvez porque antes de começar e escrever sobre isso, “me peguei” suspirando de saudade de uma mulher muito especial. Falamos de tantas coisas, de repente me ocorreu que essa forma de comunicação do corpo não é tão exaltada como outras, e tão pouco falada, o que na verdade é uma injustiça, porque segundo pesquisadores da universidade de Leuven, na Bélgica, o suspiro é como uma espécie de reinicio físico-mental com um benéfico prático. Eles descobriram que antes do suspiro o padrão de respiração mudava em velocidade e profundidade. Também foi constado que passar muito tempo respirando da mesma forma diminui a eficiência da respiração. Suspirar provoca uma mudança no padrão. Porém, o portal especializado Psychology Today explica que o suspiro pode ter dois significados. Suspirar acalma, mas pode ser um sinal de tristeza ou frustração. Mas particularmente eu discordo dessa tese, porque como citei no inicio desse texto suspirar também expressa outros sentimentos, muitos deles agradáveis. Então concluindo, não creio que seja uma coisa ruim, muito pelo contrário, segundo os cientistas Belgas.

Bem... Com essa, sinto-me bem mais a vontade para pensar em meu amor e suspirar profundamente enquanto lembro-me de todos os bons momentos que passamos juntos... Suspire agora a você que faça o mesmo também. E se o puder fazer, saiba que é porque também estás vivo...

domingo, 23 de novembro de 2014

A máquina do tempo


Autor: Fabio Borges




Autor: Fabio Borges

Existe um poeta em cada um de nós, quando estou assim sozinho de madrugada, é como se eu pudesse viajar no tempo, olhando aqui para vocês meus amigos, vendo fotos e fatos que me remetem há lembranças tão claras, é como se eu estivesse revivendo aqueles momentos novamente. Então mesmo que por um instante, me sinto poderoso e imortal, mas ao mesmo tempo vulnerável e impotente diante dessa poderosa força chamada tempo... Tempo esse que me deu tantas alegrias, que me trouxe tantas tristezas e decepções, mas também me proporcionou prazeres e felicidade quase que indescritíveis, como não amar essa vida? Como não ser grato por estar longe de tantas dores e dissabores desse mundo que por tantas vezes taxamos de cruel... Os amores que tive os amigos e a felicidade que adentrou meu coração em tantas ocasiões parecem fazer com que tudo tenha valido a pena... Então penso... Porque às vezes me sinto tão vazio? Será que é aquilo que os outros chamam de Deus? Será falta de amor? Dinheiro, mulheres?... Não sei... Só sei que quando comecei a escrever esse texto, eu tinha 18 anos, e a coisa mais importante de minha vida eram meus amigos, faria tudo por eles... Morreria por eles... Mas de repente a máquina do tempo foi ativada e quando vi estava com 30... O que houve? Onde estão meus amigos? Casaram? Tiveram filhos, cresceram, morreram ou se mudaram para longe? Maldita máquina do tempo que me enganou! Corri atrás, fiz novos amigos, conheci outras mulheres e quando eu menos esperava, enquanto aqui distraído digitava minha história para vocês, essa "maldita maquina" disparou de novo... Corro então para saber o que aconteceu, onde estão os meus velhos e novos amigos? O que fiz? Meu Deus! Não posso mais consertar meus erros, não posso mais resgatar meu amor... Corro novamente para a sala descendo as escadas e olho para rua quando vejo pela janela a escuridão da madrugada e percebo que estou com 46 anos... Vou atrás de noticias, desses amigos, parentes e amores que deixei para trás e tento dizer o quanto eu os amo e tudo o que significaram para mim... E isso da certo por um tempo, encontro paz e amor novamente em meu coração, mas percebo que nada é igual... As coisas mudam... E em mais um momento de distração, a máquina do tempo se acionou, só que pela última vez me levando há 40 anos no futuro... Eu tento levantar dessa cadeira, mas esta tão difícil, meus ossos doem, meu corpo esta cansado, pois agora estou com 86 amos... Só quero descansar em paz, e te dar um último beijo... A essa altura só me restaram lembranças tão doces e boas quanto o orvalho de uma manhã de primavera... Então eu me deito e oro a Deus para que acione novamente a máquina do tempo, pois eu não tenho mais como voltar... Pode ser em qualquer época, infância, adolescência ou fase adulta, desde que eu tenha consciência de quem sou e saúde para começar tudo de novo... Agora me deixe dormir... E quem sabe amanhã acordar novamente...


sábado, 11 de maio de 2013


Essa é minha homenagem ao dia das mães.

É tão difícil encontrar palavras que possam descrever o amor de uma mãe, tanto o que elas sentem por nós, como o que nós sentimos por elas. Nosso instinto mais primitivo sempre nos remete aos braços de nossas mães, pois são nos momentos mais tristes ou fragilizados que a lembrança desse amor vem à tona com toda sua essência. Dor, medo, alegria, felicidade ou amor, tanto faz, quanto mais forte o sentimento, mais se faz presente o amor de nossas mães.
Todos nós sabemos que essa é uma relação muito mais complexa do que aparenta, ela é forjada em um caldeirão flamejante, cheio de ingredientes contraditórios, amor não se constrói somente com amor, é preciso ficar magoado, às vezes até mesmo odiar, mesmo que por um instante, sentir vergonha, medo, dor, raiva, alegria, conhecer o lado mais cruel e também o mais benevolente um do outro. Responda quem conseguiria suportar a esse turbilhão de emoções? Eu lhe digo, a sua mãe, só ela é capaz de lhe despertar tantas emoções, que gradualmente vão sendo absorvidas pelos nossos corações e mentes, até que finalmente estejamos fortes e maduros o suficiente para encarar a vida de frente, até que entendamos o verdadeiro significado do amor de uma mãe. Obrigado e parabéns a todos as mães do Brasil, parabéns para você, minha mãe.

Fabio Borges

terça-feira, 26 de março de 2013


Dia internacional das mulheres
Publicado no Jornal da cidade em 08/03/2013
Texto: Fabio Borges
O que dizer das mulheres? Hoje 08 /03 é seu dia, aliás, uma justa homenagem a esse ser tão extraordinário que mexe com nossas fantasias e emoções. Apesar de parecer simples, não é nada facial agradá-las, que dirá homenageá-las em um texto. Essa é uma grata, mais ao mesmo tempo uma difícil missão que me foi incumbida. Particularmente tenho muito a falar sobre elas, mesmo me sentindo intimidado ao tentar penetrar em um universo tão vasto. Amigas, irmãs, amantes ou esposas, tanto faz, pois todas são tão parecidas, e tão diferentes ao mesmo tempo.  Creio que o maior paradoxo da mulher é o fato de sua maior semelhança estar no quanto são diferentes em suas complicações, cada uma de um jeito, único, imutável, inatingível, e muitas vezes incompreensível e inexplicável. Talvez toda essa complexidade, toda essa ferocidade, amor e força sejam o motivo para que nós homens as amemos tanto.